Experiências de monitoramento e proteção territorial do CIR são apresentadas durante seminário em Brasília

Ao longo dos 53 anos de luta pelos direitos indígenas, especialmente, direito ao território, o Conselho Indígena de Roraima (CIR), também tem investido em ações de monitoramento e proteção das terras indígenas. Pois a ação não acaba com a demarcação, mas também envolve a gestão, o monitoramento e a proteção territorial.

Com um histórico acumulado nos últimos 20 anos de atuação voltada a essas áreas, a equipe do departamento de Gestão Territorial e Ambiental (DGTA) da organização, participou do seminário de Monitoramento e Proteção Territorial das Terras Indígenas da Amazônia, realizado no período de 19 a 21 de setembro, em Brasília. O evento foi promovido pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

Para apresentar as experiências da organização, estiveram no evento, o engenheiro agrônomo, Giofan Mandulão, o técnico em Sistema de informação Geográfica (SIG), Genisvan André, ambos do povo Macuxi, e Anselmo Izidorio, liderança indígena da Raposa Serra do Sol.

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O engenheiro agrônomo, Giofan Mandulão, o técnico em Sistema de informação Geográfica (SIG), Genisvan André, ambos do povo Macuxi, e Anselmo Izidorio, liderança indígena da Raposa Serra do Sol.

Giofan destacou que o CIR é referência na proteção das terras indígenas, trocou experiências, e relembrou a importância das potencialidades existentes para o bem viver dos povos indígenas.

Ao citar as ferramentas e agentes indígenas de monitoramento e proteção, que atuam nas terras indígenas, Erasmo ressaltou a importância. “O CIR há mais de 20 anos vem monitorando e protegendo as terras indígenas, com ajuda das ferramentas construídas pelas próprias lideranças e comunidades. Isso é muito importante”, ressaltou.

Atualmente, como ferramentas e agentes, a organização possui o Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) de todas as terras indígenas de Roraima, Protocolo de Consulta, Plano de Enfrentamento às Mudanças Climáticas, e os Agentes Indígenas, Brigadista, Agente Territorial Ambiental indígenas (ATAI), Grupo de Proteção, Vigilância e Territorial Indígena (GPVITI), Comunicadores, e Operadores em Direito.

O uso da tecnologia tem agregado no monitoramento e proteção territorial, assim como o Laboratório de SIG, uma ferramenta fundamental na produção de mapas e uso de drones. São ações importantes e que atendem as demandas das comunidades indígenas, que estão diante das ameaças e riscos, principalmente de invasões.

O evento contou com a presença de mais de 150 pessoas e diversas organizações indígenas e indigenistas da Amazônia brasileira e do Perú.

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