CIR LANÇA VÍDEO DO FUNDO INDÍGENA RUTÎ DURANTE A COP 30

O lançamento ocorreu na manhã desta sexta-feira (14), na COP30, durante a plenária “Povos Indígenas e o Artigo 6: Perspectivas a partir do programa Kuntari Katu.

Desenvolvido nos territórios indígenas em Roraima, o vídeo mostra a rica produção sustentável de famílias indígenas contempladas no primeiro edital do Fundo Indígena Rutî, lançado em março de 2025.

A coordenadora do Fundo Indígena Rutî, do Conselho Indígena de Roraima (CIR), Josimara Baré, especialista em financiamento climático que também integra o Programa Kuntari Katu, apresentou o vídeo para os participantes. Durante o discurso Baré, pontuou sobre o financiamento climático direto e reforçou a participação dos povos Indígenas nas mesas de negociações.

"Nós temos uma rede de Fundos Comunitários da Amazônia Brasileira, e trago aqui os resultados que deram certo de que são esses fundos geridos por nós indígenas para indígenas. o Fundo Indígena Rutî é um dos casos de sucessos, como vocês observaram no vídeo, um sonho das lideranças de Roraima", disse Josimara.

A coordenadora citou ainda o TFFF (Fundo Florestas Tropicais para Sempre), iniciativa do Governo Federal para criar um mecanismo financeiro que remunera países pela preservação de suas florestas tropicais.

Lançamento do vídeo do Fundo Indígena Rutî/CIR. Fotos: Ascom/CIR

A plenária foi composta por Juliana de Moraes, consultora do IPAM, Kanaiaku Kamaiurá, integrante do Programa Kuntari Katu, Lucas Marubo, integrante do Programa Kuntari Katu e Ana Carolina Amaral, jornalista e fundadora da The Next, além do representante do MPI.

Kaianaku Fogaça Kamaiur, especialista no artigo 6, Programa Kuntari Kati, tem acompanhado os processos de negociação do artigo 6 para povos indígenas o artigo 6 do artigo de Paris, destacou a importância da participação nas mesas decisórias

" Apesar de fazer parte da própria constituição federal os povos Indígenas ainda são invisíveis, por isso é importante a nossa participação nesses espaços e eu tenho acompanhado essas negociações, e nós temos vários desafios, principalmente os assédios vindos dos grandes empreendimentos, reforço que o mercado de carbono não é uma prioridade para os povos Indígenas, e nós temos poder de decisão se vamos querer ou não", afirmou Kaianaku.

Lucas Marubo, do Vale do Javari, assessor parlamentar do Programa Kuntari Kati, no discurso pediu a proteção e demarcação dos territórios indígenas.

"Eu reforço aqui que tem como falar em mudanças climáticas sem falar de demarcação das terras indígenas, isso vale para todos que acompanham esse debate, todos os dias temos os nossos direitos violados, principalmente com a vigência da lei do Marco Temporal, precisamos ser ouvidos antes que seja tarde demais", concluiu Marubo.

Marubo, pediu respeito ao direito de consulta aos povos Indígenas, citando o assédio que as lideranças do território Javari tem sofrido.

A plenária foi realizada pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), em parceria com o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e o Programa Kuntari Katu.

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