LIDERANÇAS INDÍGENAS DA REGIÃO TABAIO SE REÚNEM COM A FUNAI E O MPF PARA DEBATER A PROTEÇÃO TERRITORIAL

Na segunda-feira (24), cerca de 18 lideranças indígenas da Comunidade Pium, região Tabaio estiveram na sede da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) em Roraima para discutir a situação do território, que desde 2010 aguarda reestudo de seus limites. O encontro contou com a participação da assessoria jurídica do Conselho Indígena de Roraima (CIR).

Durante a reunião, as lideranças manifestaram preocupação com a invasão do território por fazendeiros que vivem nas proximidades, relatando casos de conflitos e ameaças à segurança da comunidade. As demandas foram ouvidas pela equipe técnica da Funai que se comprometeram a analisar e atender as reivindicações apresentadas.

“Os fazendeiros fazem tudo lá, e nós, indígenas, não podemos fazer nada. Tivemos nossas casas queimadas. Ninguém quer mais invasores lá, ninguém dorme sossegado”, denunciou uma das lideranças, relembrando um episódio de ataque à comunidade.

O Tuxaua também destacou a desigualdade na relação com os invasores: “Nós sempre vivemos naquela área, mas sofremos com invasões. Se nosso gado entra na área deles, não nos devolvem. Mas, se o deles entra na nossa, devolvemos sem problema.”

Diante desse cenário, as lideranças reforçaram a necessidade de apoio para garantir a segurança das famílias que vivem na região, principalmente aquelas que enfrentam conflitos diretos com fazendeiros.

A assessoria jurídica do CIR ressaltou a importância do alinhamento entre os órgãos de proteção para fortalecer a defesa territorial.

“Os advogados do CIR seguem atentos. Vamos protocolar as demandas recebidas junto à FUNAI e ao MPF, pois nosso compromisso é fortalecer as ações de proteção territorial”, afirmou Júnior Nicácio.

Durante a reunião com  FUNAI e MPF as lideranças apresentaram demandas e pediram providências das instituições.

No período da tarde, as lideranças participaram de uma reunião virtual com o procurador do Ministério Público Federal (MPF), Alisson Marugal, para esclarecer dúvidas e reforçar as reivindicações. Marugal destacou que a proteção territorial segue sendo acompanhada pelo MPF e citou como exemplo os pedidos de demarcação em Roraima, citando casos específicos, como da TI Arapuá, e da TI Pirititi.

O encontro reafirmou o compromisso das lideranças indígenas na defesa de seus territórios e a importância da atuação contínua dos órgãos competentes para garantir a segurança e os direitos das comunidades.

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