Com o tema “Fortalecimento territorial, na garantia da sustentabilidade e política pública”, a assembleia é realizada na comunidade Truaru da Cabeceira, T.I Truaru e recebe moradores das comunidades que fazem parte da região. Um espaço de escutas, debates e deliberações, onde são pontuadas as demandas nas áreas da educação, saúde, autonomia indígena, proteção territorial, além de ser definido o planejamento das atividades anual na região.
A comitiva do Conselho Indígena de Roraima (CIR), destacou as atividades desenvolvidas nas bases, como as ações de monitoramento territorial, formação, empoderamento e protagonismo das mulheres indígenas, fortalecimento da juventude, incidência nacional na defesa dos direitos indígenas, comunicação como ferramenta de luta e a mobilização “Quem Matou Gabriel?”, realizada na última semana na região Amajari.
“Estamos vindo de uma grande mobilização, mais diferentes das outras que foram contra o Marco Temporal, PEC 48, desta vez foi para pedir justiça por nosso irmão de luta Gabriel, assassinado cruelmente no início do mês, e em nenhum momento contamos com ajuda ou solidariedade de deputados ou governo, mas, daqui a pouco eles vão estar nas comunidades pedindo voto e isso nós não devemos aceitar”, destacou o Vice Tuxaua Geral do CIR, Paulo Ricardo.
Paulo afirmou ainda que a juventude deve e precisa conhecer a sua história, e sempre estar preparadas para ocupar cada vez mais espaços e fortalecer suas bases.
A situação jurídica sobre os processos territoriais de algumas comunidades da região, foi esclarecida pelo assessor jurídico Junior Nicacio, que junto com as advogadas Fernanda Wapichana e Luciane Macuxi tem acompanhado os casos. O advogado citou os casos das comunidades Anzol, Lago da Praia, Serra da Moça sobre o pedido de reestudo do limite da T.I com a ultrapassagem dos assentados para dentro do território, caso de aplicação aérea de agrotóxicos na comunidade Morcego e o caso Truaru/Macaíba.
“A equipe jurídica do CIR tem acompanhado os processos de perto, a maioria deles fora o caso Macaíba estão nos órgãos em Brasília e a nossa expectativa é que sejam causa ganha para os povos indígena dessa região”, expressou Nicacio.
A assembleia também foi um momento de reflexão, sobre a luta do Movimento Indígena de Roraima e das lideranças que estão na linha de frente defendo o território contra toda as ameaças.
“Peço que reflitam o que seria de vocês e do território se não tivessem as lideranças na linha de frente para defender os direitos, dizer não para os invasores, garimpeiros e até para o próprio governo, o que seria de nós sem a luta deles, tantos já se foram e outros continuam o legado, devemos nos unir a essas lideranças para fortalecê-los ainda mais”, refletiu Kelliane Wapichana Tuxaua Geral do Movimento de Mulheres Indígenas de Roraima.
Estiveram presentes na assembleia Amarildo Macuxi, tuxaua geral do CIR, Paulo Ricardo, vice tuxaua geral, Kelliane Wapichana, coordenadora do departamento de mulheres e tuxaua do movimento de mulheres indígenas, Edinho Macuxi, coordenador do departamento de monitoramento territorial, Raquel Wapichana, coordenadora do departamento de juventude indígena, Júnior Nicacio, coordenador do departamento jurídico e Helena Leocádio, assessora de imprensa do CIR.
Altacir Duarte, coordenador regional dos tuxauas agradeceu a equipe pelas informações passadas e afirmou que a XVIII assembleia unificada da região Murupú, encerra na sexta feira 27, com a escolha da nova coordenação regional dos tuxauas e de mulheres.