CIR PARTICIPA DA XXII ASSEMBLEIA GERAL DA ORGANIZAÇÃO DAS MULHERES INDÍGENAS DE RORAIMA (OMIRR)

O Conselho Indígena de Roraima, representado pela Tuxaua Geral do Movimento de Mulheres Indígenas, Kelliane Wapichana; pela assessora do Departamento de Mulheres Indígenas, Kaline Mota; pela coordenadora do Fundo Indígena Rutî, Josimara Baré; e pela assistente Leirejane Macuxi, participou na última sexta-feira, 08 de maio de 2026, da XXII Assembleia Geral da Organização das Mulheres Indígenas de Roraima, realizada na comunidade Barata, região Tabaio.

Com o tema “Fortalecer a união em defesa dos direitos territoriais, autonomia e protagonismo das mulheres indígenas de Roraima”, a assembleia contou com a participação de mulheres, homens e jovens dos povos Macuxi, Wapichana, Xirixana, Wai Wai, Patamona, Taurepang e Ingaricó, além de organizações indígenas em nível local e nacional e entidades parceiras que apoiam a causa indígena.

Entre as pautas da assembleia, foi discutido o tema “Romper o silêncio e proteger a vida no combate à violência doméstica, na defesa dos direitos e na promoção da justiça e acolhimento nos territórios indígenas”. O momento teve como objetivo promover escuta e esclarecimentos realizados por entidades e organizações indígenas, entre elas o Departamento de Mulheres Indígenas do CIR, a Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA), a União das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (UMIAB), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas-RR (FUNAI-RR), o Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), a Secretaria de Segurança Pública de Roraima (SESP), o Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública do Estado de Roraima (DPE-RR), a Casa da Mulher Brasileira (CMB) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Momentos da plenária na XXII Assembleia geral das mulheres indígenas de Roraima. Fotos: ASCOM/CIR

A iniciativa busca levar informações sobre os dados da violência contra as mulheres em Roraima, estado que apresenta índices elevados de violência, reforçando a necessidade de tratar o tema com seriedade, especialmente nos territórios e comunidades indígenas.

Para a Tuxaua Geral do Movimento de Mulheres Indígenas, Kelliane Wapichana, é necessário dar um basta aos diferentes tipos de violência contra as mulheres, destacando que mulheres e jovens merecem respeito e segurança.

“Hoje estamos vivendo um cenário com bastante violência contra nós, mulheres, e o nosso dever, enquanto organização e instituições, é dar um basta nisso. Queremos ser respeitadas, não queremos mais ouvir que tem mulher sendo espancada ou sofrendo outros tipos de agressões”, afirmou Kelliane.

Compartilhar