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CENTRO INDÍGENA DE FORMAÇÃO E CULTURA RAPOSA SERRA DO SOL – CIFCRSS

INSTITUIÇÃO DE ENSINO PERTENCENTE AO CONSELHO INDÍGENA DE RORAIMA – CIR

HISTÓRICO, SITUAÇÃO ATUAL E REGIMENTO

DEZEMBRO DE 2012

SABEDORIA - TRABALHO - PACIÊNCIA

 

BREVE HISTÓRICO DO CIFCRSS

Os povos indígenas do Estado de Roraima nos últimos trinta anos de história vêm se organizando e articulando num processo voltado para a recuperação de suas terras, a garantia de seus direitos e o respeito a sua diversidade cultural que lhes permita construir uma nova realidade de autonomia e de vida. Ao longo deste tempo, muitos foram os frutos deste processo de organização, sendo reconquistados direitos que dizem respeito à terra, a saúde, a auto-sustentação, a cultura e a educação.

Na reivindicação por uma educação indígena com respeito, as comunidades indígenas desenvolveram um trabalho que lhes permitiu assumir a responsabilidade nas escolas indígenas e lutar pela configuração de novos referentes curriculares e pedagógicos mais adaptados à própria realidade. A educação ficava assim sob o controle das comunidades através de suas lideranças e se entendia no contexto da caminhada do povo para garantir seus direitos e sua vida.

Na busca do direito a educação indígena, a Diocese de Roraima configurou-se aliada deste processo e junto com as organizações indígenas foi apoiando e assumindo sua parte desenvolvendo um trabalho intenso. O exemplo concreto disto foi a Missão Surumu, a qual se constituiu em um espaço das comunidades indígenas de formação e profissionalização em geral. Ali se desenvolviam atividades de capacitação para seleiros, marceneiros, vaqueiros, agentes de saúde e professores, além de ser espaço de debate e reflexão das comunidades e sua organização indígena.

No ano de 1996, o Conselho Indígena de Roraima (CIR) e a Diocese de Roraima programaram no Surumu um trabalho de formação de jovens indígenas visando à auto-sustentação das comunidades e o fortalecimento do processo de recuperação das terras, criando uma Escola de Agropecuária junto com o Ensino Médio. Surgia assim o Centro Indígena de Formação e Cultura Raposa Serra do Sol – CIFCRSS.

O CIFCRSS sempre foi pensado desde esta perspectiva formativa voltada à realidade das comunidades. É concebido como um espaço de reflexão e formação em contínua abertura às novas necessidades que vão surgindo, comprometido com a luta pelos direitos dos povos e com uma forte ligação com a base.

A Diocese de Roraima contribui com o andamento do Centro no contexto do seu compromisso com a caminhada e a luta dos povos indígenas de Roraima: aportou a estrutura física do Centro e os recursos iniciais para o seu funcionamento, liberou uma equipe de agentes de pastoral para o desenvolvimento do processo formativo do Centro, e articulou o trabalho no Centro com o trabalho de base que desenvolve nas terras indígenas, junto com as comunidades e as lideranças.

Dez gerações com um total de 77 alunos já concluíram seus estudos e hoje estão trabalhando nas suas comunidades e regiões, ou dentro da própria organização indígena, desenvolvendo um precioso trabalho e abrindo novas trilhas na caminhada.

 

PRIMEIRO PASSO DO CENTRO 

Assembléia Geral de 1997

Objetivos do Centro Indígena de Formação

CONSTRUIR ESPAÇOS DE AUTONOMIA 

 

ECONÔMICA, SOCIAL E POLÍTICA COM OS POVOS INDÍGENAS. 

 

 

 

Retrospectiva Histórica

Fazendo uma retrospectiva podemos dividir a historia da educação escolar indígena em Roraima em quatro períodos, desde 1948 até nossos dias. Recordando, no entanto, que o processo educativo dos povos indígenas é um processo que os acompanha desde sua origem.

Primeiro Período 1948 – 1966

Nas comunidades indígenas não existiam escolas. Existia nesse período um Internato na região do Surumu, que se destinava aos alunos indígenas das malocas e também aos órfãos e crianças carentes. Neste período foram fundadas algumas escolas nas comunidades indígenas com o apoio da Diocese.

Segundo Período 1967 – 1987

Este período foi caracterizado pela formação de professores indígenas para as escolas que começaram a ser criadas nas comunidades indígenas. Os professores eram na sua maioria brancos formados em Boa Vista. A necessidade de formar professores indígenas para as comunidades levou a transformação do orfanato em uma escola-internato para formação de professores. Dos índios que se formaram na escola-internato do Surumu, nestes anos, mais de 70% ainda trabalham nas comunidades indígenas.

Terceiro Período 1987-1996

O internato do Surumu de 5ª a 8ª série terminou no ano de 1987. Foram então construídas escolas de 1º grau nas comunidades de Maturuca e Malacacheta (87) e Canta Galo (90). Estas escolas tinham como finalidade a formação dos jovens das diferentes regiões segundo as necessidades das próprias comunidades. Neste período o número de escolas indígenas (de 1ª a 8ª serie) foi aumentando consideravelmente em todo o estado.

Quarto Período 1997-2012

Coma a criação do Centro Indígena de Formação e Cultura Raposa Serra do Sol inicia-se uma nova etapa no processo de formação educacional indígena em Roraima, com a instalação de uma escola de 2º Grau Indígena Profissionalizante, voltadas às necessidades das comunidades indígenas do estado.

 

 

 

 

Encontro dos Tuxauas na Missão   do Surumu - 1971

 

Processo de Reconhecimento do CIFCRSS

No ano de 2005 o Centro Indígena de Formação e Cultura Raposa Serra do Sol recebeu a primeira assinatura de reconhecimento, outorgado pelo Conselho Estadual de Educação do estado de Roraima.

Em 10 de Outubro de 2006, finalmente o Centro Indígena de Formação e Cultura Raposa Serra do Sol foi homologado pela Secretaria Estadual de Educação, Cultura e Desporto - SECD.

Em 07 de Abril de 2006, a Diocese de Roraima repassou o Centro Indígena de Formação e Cultura Raposa Serra do Sol para a responsabilidade do Conselho Indígena de Roraima. Com a homologação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, a Diocese reconhece oficialmente que a área física e os prédios existentes são de propriedade das comunidades indígenas. 

Em uma Assembleia Ampliada do CIR no ano de 2004 ficou decido em conjunto com as lideranças presentes que a responsabilidade sobre a administração do Centro Indígena de Formação (CIFCRSS) deve ficar entre as quatro regiões da Terra Indígena Raposa Serra do Sol.

No dia 14 de agosto de 2012 o Sistema Nacional de Ensino Tecnológico (SISTEC) do Ministério da Educação reconheceu o Curso de Agropecuária, Gestão e Manejo Ambiental do CIFCRSS, atendendo solicitação encaminhada pelo Conselho Estadual de Educação, o que permite a homologação dos diplomas dos alunos formados no Centro.

No ano de 2012 foi assinado o convênio com a Secretaria Estadual de Cultura e Desporto, que cede para a atuação no CIFCRSS quatro professores indígenas do quadro de servidores da Secretaria indicados pela coordenação do Centro, e quatro pessoas para serviços de apoio, como limpeza e cozinha, das comunidades indígenas próximas ao Centro.

Está em fase de conclusão também o estabelecimento de um Termo de Cooperação Técnica com a Universidade Federal de Roraima, com vistas à oficialização da assessoria técnica já prestada pela universidade em diversos setores da vida do Centro. 

Sistema de Alternância    

O Centro trabalha em forma de alternância, dividindo o tempo do estudante entre a sala de aula e a permanência na sua comunidade para aplicar o que já aprendeu durante seu estudo. Tem também o intercâmbio com outros conhecimentos. O Sistema de Alternância foi instituído em 2004, dividindo o tempo do aluno na Escola (60 dias) e o tempo na Comunidade (60 dias). No 1º ano o estudante permanece no Centro de Formação conhecendo e se adaptando a nova realidade e assumindo várias responsabilidades nos projetos, e no final do ano começa a sua primeira alternância. Nessa primeira alternância na comunidade o estudante leva várias atividades de ensino médio e técnico (agricultura e pecuária), com uma carga horária determinada pelo professor e assessor, carta e avaliação pessoal assinada pela Coordenação. No seu retorno para o Centro, o estudante traz consigo uma carta da sua comunidade informando como foi à permanência do mesmo durante os sessenta dias, relatório de atividade pessoal e todas as suas atividades feitas. A alternância não é um período de férias para o estudante, e sim um tempo normal de aula, e serve para aproximar mais o estudante da vida da sua comunidade e região e onde o mesmo pode fazer a aplicabilidade de seus conhecimentos técnicos.

 

 

 

 

Conselho Diretivo do CIFCRSS

Com a criação do Conselho Diretivo formado em 2003, o Centro Indígena de Formação e Cultura Raposa Serra do Sol passa a ser deliberado pelas lideranças na reunião Ampliada do CIR para a administração das regiões da TIRSS. Hoje conta com os seguintes membros:

 

 

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