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“Não somos empecilho para o desenvolvimento do país” afirmou a líder indígena em encontro com o Papa.

A Professora Ernestina Afonso Macuxi, da comunidade Willimon, região Serras, terra indígena Raposa serra do Sol, está participando em Roma do Sínodo da Amazônia, até o dia 16 de outubro.

Ernestina Macuxi no encontro com o Papa

O objetivo é participar e levar experiências de luta e de resistência pela defesa dos direitos culturais e territoriais, e também repudiar a fala do governo em questão de grandes projetos de lei que coloca em risco a vida de todos os povos, como a mineração, hidrelétrica, marco temporal, revisão da raposa serra do sol e arrendamento de terra.

“Não concordamos quando o governo fala que os povos indígenas são empecilhos para o desenvolvimento do país, queremos viver feliz em harmonia com a mãe natureza, sem poluição e sem destruição, não queremos nossa mãe terra como objeto de negócio, a preocupação com a Amazônia não é só dos povos indígenas é de toda humanidade, queremos desenvolvimento sustentável , por isso dizemos não arrendamento de terra”, destacou a professora.

A participação dos povos indígenas e dos missionários do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) busca, “por um lado, sensibilizar a sociedade e o conjunto da igreja sobre a realidade dos povos indígenas, e por outro, contribuir com os trabalhos sinodais em temas que consideramos fundamentais na procura de novos caminhos para a igreja e para uma ecologia integral em que os povos sejam sujeitos e protagonistas”, explica Luis ventura, missionário do CIMI.

Ascom/CIR

Foto: Arquivo pessoal/Ernestina

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